sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Balada para uma poética qualquer.

Poesia pode preencher um coração vazio?
O amor próprio pode consolar um homem só?
O pássaro rasga o céu ,
em meio aos prédios postes e cartazes, achando seus caminhos,
O homem, com os olhos vivos, voa com seus pensamentos,
Sente as lágrimas desenharem um rosto salgado...
A poesia é um pedaço bonito do tempo,
Circunscrito no fluxo imenso de fatos, boatos e silêncios,
O rugir de muitas águas...
Como suportar tantas palavras, pessoas, carros e casas?
Tantos olhares agressivos, curvos, curtos e turvos,
que julgam não saber da profundidade do seu nada,
Da angustia, da fome, da tristeza que carregam o mundo
Como se alegrar com tantos amigos, com tantos colegas,
efêmeros como margaridas compradas,
Sempre se achando meio pequeno, feio ou velho demais...
Malvado, vilão ridículo e inofensivo.
O capitalismo me ensinou a ter consciência,
Uma consciência invertida, o negativo da vida,
desejos de consumo consumados.
- “O inferno são os outros”
Mas quando estamos tristes sobra a memória, a revolta das verdades,
Desejos de consumos criticáveis...
O calor da multidão deixa os corações ansiosos por fatos,
Protestos, gritos, nuvem de fumaça!
Acima de nós, das paixões, o Amor poetiza, sentindo cada uma dessas coisas.

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