sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O dia em que J.Pinto criptografou uma mensagem...
Telepatia pode ser uma visão
esperança ou tesão
Ver vc em uma noite
deitada em camas de sonho
ver vc em meus sonhos
encontra-la no meio de um pesadelo,
como oásis em um deserto
pactuar, trocar juras de amor secretamente
amar como se nunca amou
com toda a força da imaginação
ver seus olhos cintilando de alegria
cruzar com vc, prometer em silencio aventuras maravilhosas
o corpo todo confissão
os sonhos todos de amor
a boca entreaberta, mostra e oferece o céu!
não nunca devemos desprezar tais presságios
comunicar em segredo
teu desejo,
minha vontade!
Vem minha irmã
deita comigo...
o tempo urge

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ode materialista a uma musa.

I
Geralmente se começa pelo olhar
com ele desenhamos o corpo, boca, nariz, bochecha, pescoço
depois falar, sorrir, conjugar interesses e prazeres,
Chegando ao confluir de formas e palavras,
boca, pescoço mãos, dedos dos pés

 II
 acariciando os pés as mãos sobem,
 moldando no cérebro o corpo,  pernas, coxas, virilha,
desvia-se do centro, do meio, ainda não..!
a barriga macia recebe o carinho das mãos,
os dois montes são experimentados e carinhosamente
os bicos pressionados pelos dedos
olhos nos olhos
na boca entreaberta aos poucos o querer rígido entra lentamente
 raspando o céu da boca quente
a língua dança trabalhando intensamente

 III

Mão em meio ao jardim das delicia perde-se,
dedos, sobem e descem,
mergulhando no pote de mel, brincando feito criança,
a boca já não se contém e engole todo o jardim
delicia-se lenta e vagarosamente,
a língua percorrendo, pressionando dobras, fendas, deixa escorrendo todas as superfícies

IV
já não há mais pudor as medidas de largura e comprimento mutuamente se medem
se fodem em cada centímetro,
o que entra não quer sair, se sai, volta, volta,
 hora por cima hora por baixo,
anéis dilatados palpitando e quentes
fode, mete e fode
explode fazendo escorrer o clítoris, meio e botão
Ofegantes e cansados,
os amantes quietos ainda sentem o delicado declínio do desejo,
que vagarosamente lateja...
Tipo andando em volta das “coisas”,
 o que faço só pra ir direto ao ponto,
 como quebro o ponto gravitacional das coisas?
Pensando em fazer uma bomba poética uma musica,
ah uns simples versos bastariam... andando, caçando, versando... um tipo sozinho.

o devir das coisas

tentando encontrar o sentido das coisas,
nem tanto para querer possui-las,
mas para encontrar o caminho melhor
 para se livrar de certos engôdos
 que se apresentam sob a forma de razão
de instituição,
de bom censo
Um profundo abismo ali disfarçado de jardim,
uma sereia,
uma prisão ricamente mobilhada
Nestes casos digo que para se desviar é preciso sorte
ou previsão,
uma ciência Divina...